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Tuesday, August 6, 2013

Antigo relógio do arco da Rua Augusta foi para um depósito



In Público (6/8/2013)
Por Inês Boaventura

«A Direcção do Património não revela qual será o destino do relógio depois de concluídas as obras no arco da Rua Augusta


O antigo relógio do arco da Rua Augusta, que data do século XVIII e que em 1941 foi substituído por outro mecanismo, foi retirado do interior do monumento e transportado "para depósito temporário no Museu Nacional de Arte Antiga".

A explicação é da Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC), que, uma semana depois de ter sido questionada pelo PÚBLICO sobre o paradeiro do relógio, informou que ele tinha sido "provisoriamente deslocado para a Associação de Turismo de Lisboa" (ATL), que tem a seu cargo as obras em curso no arco da Rua Augusta, e daí para o museu. "A intervenção de conservação e restauro desenvolvida foi acompanhada por dois técnicos da DGPC", sublinha, em respostas escritas, a entidade dirigida por Isabel Cordeiro, acrescentando que o relógio foi retirado "por razões de segurança em obra e de conservação". Por responder ficou a pergunta sobre qual será o destino da peça depois de concluídos os trabalhos.

Já a ATL fez saber que "pediu instruções à DGPC sobre esta situação e procedeu de acordo com as indicações que lhe foram dadas por aquela entidade por escrito". "Todas as peças que se encontravam no local foram recolhidas, devidamente acondicionadas e guardadas em local seguro na sede da ATL", acrescenta a associação através de uma agência de comunicação, sem fazer referência a qualquer transporte posterior para o Museu Nacional de Arte Antiga. Apesar de o PÚBLICO ter solicitado essa informação, a DGPC não disse quando ocorreu o pedido de instruções mencionado pela ATL, nem confirmou informações de um especialista da área da relojoaria, segundo o qual teriam desaparecido peças ao relógio do século XVIII, que era originalmente proveniente do Convento de Jesus...»

Friday, November 23, 2012

Novamente parado. Como é possível?

Dantes, foi o que o foi. Agora, é o que é. Bolas, que não acertam uma.

Monday, February 20, 2012

Certo e a dar horas


Surpresa das surpresas: na 6ª F passada, eis que o vejo certinho e a dar as badaladas certas. Homessa, que se terá passado contigo, relógio? Finalmente a horas e a falar? Espero que assim continues!

Tuesday, March 29, 2011

Relógio do Arco está em stand by


Ou seja, está como o país, pelo menos até Junho: eram 8h30 e estava parado (desde há bastantes dias) nas 11h05m. Não há pachorra para esta novela do relógio do Arco da Rua Augusta. Por que não contratam outro relojoeiro?

Monday, February 28, 2011

E está novamente ... certo

Este relógio do Arco gosta de nos trocar as voltas e ora está certo, ora atrasa (ou adianta, conforme a perspectiva de quem o olha). Um mistério ...

Friday, February 25, 2011

Wednesday, January 26, 2011

E continua a trabalhar e CERTO!


Desde há dias a funcionar certo, é caso de espanto e agradecimento. Hossana nas alturas! Até quando?

Wednesday, January 19, 2011

E continua a trabalhar mas ...

Vinte minutos atrasado. Em que ficamos? Já chega desta novela caricata do Relógio do Arco da Rua Augusta!

Tuesday, December 28, 2010

E volta a trabalhar e apenas 3 minutos adiantado...


Será que 2011 vai ser o ano em que não vai parar, o primeiro em muitos anos? E será que é desta que sala do relógio passa a estar de portas abertas ao público, permanentemente, apesar das queixinhas de quem se recusa a subir e a descer as escadas? Oxalá.

Monday, December 6, 2010

Sol de pouca dura ...

Pois é, o relógio do Arco da Rua Augusta, embora funcionando, já está penosamente atrasado em cerca de 10 minutos. Uma novela, portanto. Cenas dos próximos capítulos?

Thursday, November 25, 2010

Está a trabalhar e à hora


Desde há uns dias a esta parte que, para grande espanto meu, os ponteiros do relógio do arco da Rua Augusta estão mais ou menos certos. E, cúmulo dos cúmulos, não é que tive a impressão de ouvir o sino tocar uma vez quando bateram as 9h30? A ver se é desta que temos um relógio a trabalhar em condições. A ver e ouvir...


Foto

Monday, September 6, 2010

Relógio do Arco volta a ter ponteiros

Parado, claro, mas já tem de volta os seus ponteiros, ao que parecem limpos dos kg de detritos que lhes estavam agarrados.

Monday, July 12, 2010

Friday, July 2, 2010

Enviado à Direcção Regional de Cultura

Assunto: Substituição dos ponteiros do relógio do Arco da Rua Augusta

Exmos. Senhores


Foi com espanto que deparámos esta manhã com o desaparecimento dos ponteiros do relógio do Arco da Rua Augusta.

Imaginamos que tal se deva à sua substituição por ponteiros mais leves, como forma de viabilizar a última operação de restauro daquele relógio, que, como é do conhecimento público, tem sido tudo menos eficaz, dado que o relógio, quando não está parado, apresenta constantes atrasos.

Independentemente de não concordarmos com a solução técnica encontrada, como já expressámos a V.Exas., preocupa-nos agora a solução estética que resultará desta substituição dos ponteiros, pelo que apelamos para que haja bom senso na escolha do "design" dos mesmos por forma a não desvirtuar, pelo menos do ponto de vista cénico, o mostrador do relógio.

Na expectativa, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, José Carlos Mendes e Virgílio Marques

Thursday, March 25, 2010

Arco da Rua Augusta vai abrir terraço em Maio para visitas

In Público (25/3/2010)
Por Carlos Filipe

«Director Regional de Cultura considera que intervenção no monumento é delicada, mas a abertura ao público é considerada imperativa

A subida pelo interior do Arco (do Triunfo) da Rua Augusta, que faz a ligação dos edifícios da Praça do Comércio classificados como monumento nacional, deverá ser permitida à fruição pública o mais tardar até Maio, dando acesso ao patamar do terraço com ampla visão sobre aquela praça e o Tejo e a Baixa pombalina.

Empenhada em renovar acessibilidades para potenciar o turismo, a Direcção Regional de Cultura (DRC) de Lisboa e Vale do Tejo considera mesmo que "é um imperativo a devolução do monumento à cidade", simultaneamente com a reabertura, em Maio, para a missa papal, de parte do Terreiro do Paço, já com o novo arranjo arquitectónico.

Aquela direcção de Cultura pondera o estudo de soluções profundas de intervenção no monumento, que classifica como "delicadas", mas João Soalheiro, que dirige a entidade, disse ao PÚBLICO que sem deixar de lado as hipóteses em estudo, a DRC "está empenhada em abrir ao público o monumento nas exactas condições que o mesmo oferece, embora isso signifique a adopção de condicionalismos vários, a exemplo do que se passa em monumentos emblemáticos espalhados por urbes históricas da Europa."

A história da intervenção no arco não é nova, e em 2006 já dela se falava, inclusivamente com recurso a mecenas, solução encontrada para a recuperação do relógio que lá se encontra. Mais tarde, em Outubro de 2007, por ocasião da apresentação da recuperação do mecanismo do relógio, com a presença da então ministra Isabel Pires de Lima, também foi dito quão prioritária seria a recuperação de todo o conjunto, ainda que não tenha sido anunciada uma calendarização. Todavia, foi assumida a intenção da sua abertura ao público, eventualmente com recurso a uma plataforma elevatória que permitisse aos visitantes evitar uma penosa escalada pelos mais de 80 íngremes degraus.

Relógio acerta no domingo

Já uma solução final para o funcionamento do relógio deverá ser encontrada até ao final de Abril. João Soalheiro admitiu ao PÚBLICO que o seu mecanismo revelou-se "caprichoso, ao ponto de voltar a falhar a sua missão, reacção que surpreendeu os especialistas". Por isso, a DRC está em processo de consulta às pessoas e instituições envolvidas [Cultura e mecenas], no sentido de serem equacionadas respostas técnicas capazes de solucionar o problema.

Luís Cousinha, neto do fabricante do actual mecanismo, admitiu recentemente problemas de ajustamento dos pesos e também no acesso ao local onde está alojado, mas rejeitou responsabilidades. "[O relógio] andará certo desde que lhe seja dada corda e na madrugada de domingo será acertado pela hora de Verão", disse ontem ao PÚBLICO.

O Arco da Rua Augusta, na versão final segundo projecto de arquitectura de Veríssimo José da Costa, foi construído entre 1873 e 1875.»

Thursday, February 25, 2010

Que se passa com o nosso Big Ben?

Não, não vou falar das 12 baladas junto ao Tamisa, em que multidões rejubilam anualmente por ficarem mais velhas, nem do velhinho Junghans da parede lá de casa, mudo e quedo desde 1944 por causa de tola superstição com que um destes dias terei de acertar contas; mas sim do relógio mais importante cá do burgo, que é como quem diz do relógio, ou melhor, do mais recente (1941, outra vez essa década!) dos relógios a que o Arco Triunfal da Rua Augusta tem vindo a dar guarida. Pode não parecer mas de facto, e como dizia outro dia um amigo, ele é o nosso “Big Ben”. Feito à nossa escala. Usufruindo dos poucos direitos e garantias do nosso tão tristonho património, mas nem por isso deixando de padecer de todos os seus males.

Faço-o porque me revolto quando o vejo e vejo como aqueles belos e pesados ponteiros estão constantemente desentendidos com o meridiano de Greenwich, ou simplesmente parados e a fazerem de conta, feitos bonecos de foto para turista acidental, duplamente espantado pelo estado lastimável em que o arco se mantém, década após década (estatuária a desfazer-se perigosamente, minúsculos “jardins suspensos”, etc.), e pelo desacerto crónico daquele relógio, indisfarçável sintoma de um povo.

Dupla revolta pois em 22 de Outubro de 2007 anunciaram-nos com pompa e circunstância, envolvendo até jantar de gala nos Jerónimos, o restauro daquela histórica máquina do tempo. Restauro feito com dinheiros de mecenas entusiasmados e provenientes da terra com que Welles, perdão, Harry Lime, tão injusto foi em «O Terceiro Homem», dizendo que os suíços em 500 anos de paz e democracia apenas haviam produzido o relógio de cuco. Houve direito a loas e à edição restrita de 32 (os anos que o arco demorou a ser construído) relógios comemorativos do mecenato, os “Reverso Squadra Augusta”, em ouro e com o Arco gravado. Os governantes exultaram e anunciaram: o mecenato seguiria por protocolo para a relojoaria grossa de Coimbra e Porto, pois então.

Contudo, passados que estão 2 anos e 4 meses sobre a dita “inauguração”, a constatação de facto é de que tudo não passou de um logro, já que o relógio nunca funcionou regularmente. Neste exacto momento os antigos mecenas já se arrependeram de ter dado e feito o que deram e fizeram por estes ingratos cá de baixo. Mas neste exacto momento, também, não devem faltar ideias e projectos para acesso e usufruto público do interior do arco, talvez até alguém se lembre de abrir um quiosque lá no alto com vista para o Tejo. Relógio? Coloque-se um mecanismo digital, (h)ora!



In Jornal de Notícias (24/2/2010)

Friday, January 15, 2010

Resposta do IGESPAR:

Exmo. Senhor,


O IGESPAR, I.P. e a empresa TORRES Distribuição conscientes da necessidade de protecção, valorização, e manutenção do relógio do Arco da Rua Augusta promoveram o seu restauro. As intervenções de conservação e restauro dos mecanismos do relógio consideraram-se da maior importância, não só pela excelência histórica do Arco da Rua Augusta, classificado como Monumento Nacional, como ainda pela localização e visibilidade que o relógio possui.

O dia 28 de Maio de 2007 marcou o início dos trabalhos de recuperação de um dos principais medidores de tempo que faz parte do património relojoeiro de torre português.148 dias depois – 3.552 horas; 21.3120 minutos –, o relógio voltou a fazer-se ouvir.


Com o Programa de Reestruturação da Administração Pública passaram as recém criadas Direcções Regionais de Cultura a prestar os esclarecimentos sobre os imóveis classificados ou em vias de classificação edificados na sua área geográfica. Neste caso específico o contacto deverá ser feito para a Direcção Regional de Cultura de Lisboa e Vale do Tejo, pelo que tomei a liberdade de reenviar o seu pedido.


Cordialmente

Maria Resende

Gabinete de Comunicação

IGESPAR, I.P.

Thursday, January 14, 2010


Exmo. Sr. Director do IGESPAR,
Dr. Gonçalo Couceiro

C.C. Sra. Ministra da Cultura
C.C. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Lisboa
C.C. Comissão das Comemorações do Centenário da República


Lisboa, 14 de Janeiro de 2010



Assunto: Projecto de reestruturação da sala do relógio da Rua Augusta


O Observatório soube que o relógio do arco da Rua Augusta e o espaço envolvente continuam a ser alvo de intervenções, depois de fracassada uma primeira e que tinha em vista o funcionamento fiável e perene do mecanismo do relógio.

Assim, solicitamos a V.Exa. a consulta ao projecto para o relógio e espaço envolvente.


Na expectativa, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos



Paulo Ferrero, José Carlos Mendes e Fernando Correia de Oliveira

Thursday, July 23, 2009

Repara e restaura o património das horas

In Jornal de Notícias (23/7/2009)
JSANDRA BRAZINHA


«Relógio do arco da Rua Augusta está entre os muitos que Luís Cousinha já restaurou.

A construção de um relógio não representa qualquer mistério para Luís Cousinha. Foi bem cedo, aos 16 anos, que começou a aprender um ofício herdado do avô: restaurar e montar relógios de torre.

"A relojoaria mecânica, férrea ou monumental não tem nada a ver com os relógios de pulso", esclarece o relojoeiro, de 62 anos, que tem uma oficina na Marisol, Charneca de Caparica, em Almada.

A escolha foi feita logo após ter concluído o ensino secundário. Mesmo com outras opções, decidiu dar continuidade ao negócio da família. "O meu avô pediu-me para não deixar isto e eu, na altura, disse ao meu pai que abdicava de um curso superior. Não estou nada arrependido", confessa, recordando que antes do 25 de Abril a empresa familiar, com sede em Almada, tinha entre 12 a 15 empregados. "O curso que eu tenho é a vida e os ensinamentos que o meu avô me transmitiu e os técnicos que trabalhavam com ele", conta.

Para além de mecânica, há que perceber de serralharia, soldadura, carpintaria e pedraria. "Somos polivalentes. Fazemos o nosso serviço e o dos outros. Já cheguei a abrir roços nas paredes. É muito duro", realça, mostrando-se orgulhoso, porém, por conhecer o país de lés a lés.

A relojoaria mecânica é tanto exaustiva como benfeitora. "Isto dá um trabalho dos diabos, mas tudo montado fica realmente uma peça bonita", enaltece Luís Cousinha, cujos filhos não se sentiram atraídos pelo ofício.

"A profissão está em vias de extinção. Como eu, devem haver uns dois ou três no máximo", refere Cousinha, que entre os seus dois colaboradores já tem um seguidor, um jovem de 22 anos com quem trabalha há três anos. "Vai fazer carreira mesmo e no final do ano vou enviá-lo para um curso de relojoaria para adquirir cultura geral, porque para relojoaria mecânica não há cursos nem mercado", diz.

Apesar de hoje em dia grande parte dos relógios de torre funcionar autonomamente com mecanismos computorizados, o trabalho não falta a este homem. As encomendas que recebe anualmente não são, contudo, suficientes para que dedique todo o tempo à restauração de artigos que considera um património. "Não há nenhuma firma que possa viver fazendo cerca de três restauros por ano", queixa-se, dizendo trabalhar ainda em relojoaria computorizada e na área da informática.

"Há muita gente que não considera isto património. Mas ainda temos no país determinadas pessoas com responsabilidades a nível local que se interessam por estas coisas", salienta. Por restaurar, Luís Cousinha tem um relógio de Vila de Frades, Vidigueira, e um outro de Salva Terra do Extremo, Idanha-a-Nova.

Este relojoeiro, responsável pelo restauro do relógio do arco da Rua Augusta, em Lisboa, irá recuperar ainda este ano os relógios de torre do antigo edifício dos Paços do Concelho de Almada e da Base Naval do Alfeite.

Os restauros, que custam entre 2500 a 3000 euros, demoram em média sete meses, mas durante um ano é sempre necessário fazer rectificações. Já um relógio de torre novo pode atingir os 100 mil euros. "Eu era capaz de fazer um relógio, porque tenho moldes de todas as peças. Demorava um ano, mas fazia-o de raiz", garante Luís Cousinha.»

...

O problema, Sr. Couzinha, é que o relógio do Arco da Rua Augusta está sistematicamente parado ou com as horas trocadas. Ou seja, NÃO ESTÁ REPARADO. Ou seja, ainda, foi dinheiro deitado ao lixo.

Friday, May 29, 2009

Relógia do Arco da Rua Augusta não acerta uma


É realmente um país do faz-de-conta. Fala-se do Terreiro do Paço. Fala-se das comemorações disto e daquilo. E o Arco da Rua Augusta está em estado deplorável. E, pior, o relógio continua a não acertar uma. Há pouco, estava parado nas 6h30 quando já se eram 9h. Ou seja, espatifaram-me uns largos milhares em um pseudo-arranjo, mas nem por isso se deixou de deitar foguetes pelo facto. Passados uns meses, relógio na mesma.