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Thursday, January 22, 2009


A notícia é boa mas o artigo está mal feito pois não investigou coisa nenhuma. Acontece que foi a CML, por via de proposta dos Cidadãos por Lisboa, quem conseguiu incutir bom senso aos incultos de quem depende aquele espaço. A bem de Lisboa.

Monday, June 16, 2008

A propósito da visita guiada de ontem...

E do último post, só para referir que os 'Cidadãos por Lisboa' elaboraram uma proposta sobre o Observatório Astronómico de Lisboa e sobre a Horal Legal, que aguarda agendamento para discussão há demasiado ... tempo.

Thursday, February 7, 2008

A 'resposta' do PM ao nosso email sobre a Hora Legal e a Ajuda

Exmo. Senhor

Encarrega-me o Senhor Primeiro Ministro de acusar a recepção do e-mail de V. Exa. e de informar que lhe foi prestada a devida atenção.

Com os melhores cumprimentos


Fernando Soto Almeida
Assessor Administrativo
(por delegação)



Elucidativa, portanto.

Tuesday, January 29, 2008

Ano novo, vida nova, reponham a hora legal no Cais do Sodré e acertem as horas na Ajuda!

Exmo. Senhor Primeiro-Ministro, Eng. José Sócrates,
Exmo. Senhor Presidente da Câmara, Dr. António Costa
Exma. Senhora Ministra, Drª Isabel Pires de Lima,
Exmo. Senhor Ministro, Eng. Mário Lino,
Exmo. Sr. Presidente da APL, Dr. Manuel Frasquilho,
Exmo. Sr. Presidente do IGESPAR, Dr. Elísio Summavielle,


No seguimento da criação do presente Observatório e do ponto de situação que entretanto fizemos sobre os relógios históricos de Lisboa, vimos por este meio chamar a atenção de Vossas Excelências para a gravidade de dois casos em particular: a Hora Legal do Cais do Sodré (que já não é) e a Torre do Galo (que continua mudo).

Como é do conhecimento de V.Exas, o relógio da Hora Legal é aquele que está ligado aos relógios atómicos do Observatório Astronómico de Lisboa (OAL), e que, até há bem pouco tempo, estava localizado junto ao Cais do Sodré, no que se chamou Edifício da Hora Legal.

Embora sofrendo de problemas técnicos desde há mais de 20 anos, o relógio que se encontrava nesse local foi, efectivamente, o relógio da Hora Legal.

O problema é que Administração do Porto de Lisboa (APL) achou por bem (sem ter em consideração as observações do OAL) substituir o relógio que lá estava por um relógio de quartzo, moderno, bem como interromper a ligação do mesmo ao OAL. Por conseguinte, a hora que será exibida pelo novo relógio não será nunca a hora legal portuguesa ... como foi até ao dia em que se iniciaram as obras de construção dos edifícios da Agência Europeia de Segurança Marítima e do Observatório Europeu de Toxicodependência, e que levaram a que o relógio fosse retirado do local.

Curiosamente, e também relacionado com a Ajuda, também outro importantíssimo relógio histórico de Lisboa se encontra olvidado por quem de direito: a chamada Torre do Galo, junto ao Palácio da Ajuda - palácio nacional, sede do Ministério da Cultura e do IGESPAR, e sala de visitas das individualidades estrangeiras que nos visitam.

Como também é do conhecimento de V.Exas., com a construção da Real Barraca, à Ajuda, fez-se nova Patriarcal, de que a Torre do Relógio ou do Galo (por ter um catavento em forma de galo) fazia parte. A comunidade da Ajuda regeu-se durante mais de um século por este marcador público do Tempo e, por exemplo, o regulamento da Biblioteca vizinha refere, no horário, que a entrada dos funcionários e o encerramento dos serviços se devia fazer obedecendo diariamente ao que os sinos da torre e o seu relógio ditassem.

("MAFRA, José da Silva, relojoeiro do convento de Mafra, "artista habilíssimo", nascido a 1790, foi o autor do mais notável relógio Português que foi colocado na extinta Patriarcal de Lisboa, começando a trabalhar no dia 8 de Setembro de 1796. A obra durou mais de cinco anos a fazer e custou mais de 100.000 cruzados. O construtor ficou seu cuidador, seguido dum seu filho que ficou a exercer o cargo a partir de 24 de Dezembro de 1814, até à extinção da Patriarcal. José Mafra, em 1843, inventou um mecanismo, "por meio do qual se reduziu a um só o emprego diário de dois homens, que eram absolutamente indispensáveis para dar corda ao dito relógio". Fez uma fábrica de peças licenciada por alvará de 21 de Junho de 1785. Entre os manuscritos da Biblioteca da Ajuda, em Lisboa, encontra-se um Rol de Confessados de 1812, do Sítio da Ajuda, onde se faz referência ao "relojoeiro da Patriarcal, José da Silva, natural de Mafra", o que mostra que o seu apelido de família era Silva, mas que, a partir dele, o local de nascimento, Mafra, passou a ser apelido, o que era normal na época.", in «Relógios e Relojoeiros - Quem É Quem no Tempo em Portugal» (Âncora, 2006).

Simplesmente, um incêndio que terá sofrido no final do séc. XX fez com que as estruturas interiores da torre, em madeira, estejam em risco iminente de ruir. No seu interior, lá em cima, e em que estado... poderá estar um dos mais interessantes exemplares da relojoaria grossa nacional.

Tendo em conta o que acabamos de expor, e os últimos desenvolvimentos relacionados com a desafectação de terrenos da APL para a CML, vimos, pelo presente, solicitar a V.Exas.:

- A reposição do exemplar original da Hora Legal, actualmente em exposição na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Alcântara, e a sua reconexão aos relógios atómicos do OAL , a fim de que um relógio público volte a mostrar a Hora Legal a todos quantos habitam, trabalham e visitam Lisboa;

- A recuperação da Torre do Galo, com o restauro da máquina de Silva Mafra e sua musealização e contextualização in situ, que, deste modo, poderia ser o primeiro passo no sentido da intervenção geral de reabilitação de toda a envolvente ao Palácio da Ajuda, que todos desejamos mas que, ciclicamente, é anunciada e adiada. A recuperação da Torre do Galo iria enriquecer também o trabalho que o Palácio Nacional da Ajuda vem desenvolvendo no campo do estudo e divulgação do seu próprio acervo. Neste caso, da sua colecção de relojoaria, uma das mais importantes da Europa (tema, recorde-se, da exposição "Tempo Real" e respectivo catálogo, na década de 90).


Na expectativa da concordância de V.Exas. em restabelecer a verdade histórica nestes dois relógios de Lisboa, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos


Maria Amorim Morais, Fernando Correia de Oliveira, Paulo Ferrero e Virgílio Marques

Friday, November 30, 2007

Relógio volta mas hora legal não

In Diário de Notícias (30/11/2007)
MARINA ALMEIDA
ANA COSTA-ARQUIVO DN (imagem)

«O relógio deverá voltar hoje ao Cais do Sodré, em Lisboa. Mas não a hora legal, pois, desta vez, o relógio não vai estar ligado aos cinco relógios atómicos do Observatório Astronómico de Lisboa (OAL). "É um relógio qualquer, mais preciso ou menos preciso, mas a Administração do Porto de Lisboa (APL) não pode manter a etiqueta de hora legal", diz ao DN Rui Agostinho, director do OAL.

O dispositivo deverá, segundo a APL, que tem jurisdição da zona, ser instalado até hoje. Esteve fora do local por causa das obras que decorrem ao lado, segundo a APL. No entanto, a sua falta de precisão tem décadas. Rui Agostinho diz que "desde o 25 de Abril" que o relógio está "ao abandono." O astrofísico disse ao DN que recentemente "desafiou a APL a fazer a hora legal" regressar ao Cais do Sodré mas nunca recebeu resposta. A certificação da hora legal faz-se através de uma linha telegráfica, a cada dois segundos, com sinais horários que regulam o relógio. "Um relógio pode atrasar 15 a 30 segundos por mês", alerta. Já "a hora legal mantém o padrão do tempo".

Rui Agostinho sabe a importância do que é ser guardião da hora. Por um minuto se ganha ou se perde. "É um valor essencial, e à medida que a nossa vida é mais electrónica, a hora ganha ainda mais importância", alerta. Nos últimos anos "houve vários casos [em tribunal] em que fomos chamados a dar explicações mas cada um [cada entidade] tem a sua hora..." , conclui com desalento. Lamentando o fim da hora certificada, questiona: "Qual é a garantia de qualidade daquela hora?"

O DN tentou, sem sucesso, até à hora de fecho desta edição, obter esclarecimentos da APL.

O primeiro relógio da hora legal chegou ao Cais do Sodré em 1914. Este exemplar foi substituído em 2001 pelo que agora regressa ao local e que tem "tecnologia digital e design bem mais moderno", segundo a APL. O exemplar original está exposto na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Alcântara.»

Esta notícia diz bem da aberração com que tratamos o tempo e os relógios.

Para os responsáveis da Administração do Porto de Lisboa, a Hora Legal é um fait divers, e tanto pode ser mecânico como digital, fazer publicidade a uma marca de relógios ou estar em cima de um contentor. Tanto se lhes dá. Compreende-se.

O que não se compreende é como a quem de direito tanto se lhe dá o que o Observatório Astronómico de Lisboa considera ou a APL acha. Fazendo horas, portanto. Esquisito, este país.