Monday, July 5, 2010
Relógio do Arco da Rua Augusta, além de parado, está agora sem ponteiros
Friday, July 2, 2010
Enviado à Direcção Regional de Cultura
Assunto: Substituição dos ponteiros do relógio do Arco da Rua AugustaExmos. Senhores
Foi com espanto que deparámos esta manhã com o desaparecimento dos ponteiros do relógio do Arco da Rua Augusta.
Imaginamos que tal se deva à sua substituição por ponteiros mais leves, como forma de viabilizar a última operação de restauro daquele relógio, que, como é do conhecimento público, tem sido tudo menos eficaz, dado que o relógio, quando não está parado, apresenta constantes atrasos.
Independentemente de não concordarmos com a solução técnica encontrada, como já expressámos a V.Exas., preocupa-nos agora a solução estética que resultará desta substituição dos ponteiros, pelo que apelamos para que haja bom senso na escolha do "design" dos mesmos por forma a não desvirtuar, pelo menos do ponto de vista cénico, o mostrador do relógio.
Na expectativa, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, José Carlos Mendes e Virgílio Marques
Sunday, March 28, 2010
Relógio do Arco da Rua Augusta - reportagem SIC
Thursday, March 25, 2010
Arco da Rua Augusta vai abrir terraço em Maio para visitas
Por Carlos Filipe
«Director Regional de Cultura considera que intervenção no monumento é delicada, mas a abertura ao público é considerada imperativa
A subida pelo interior do Arco (do Triunfo) da Rua Augusta, que faz a ligação dos edifícios da Praça do Comércio classificados como monumento nacional, deverá ser permitida à fruição pública o mais tardar até Maio, dando acesso ao patamar do terraço com ampla visão sobre aquela praça e o Tejo e a Baixa pombalina.
Empenhada em renovar acessibilidades para potenciar o turismo, a Direcção Regional de Cultura (DRC) de Lisboa e Vale do Tejo considera mesmo que "é um imperativo a devolução do monumento à cidade", simultaneamente com a reabertura, em Maio, para a missa papal, de parte do Terreiro do Paço, já com o novo arranjo arquitectónico.
Aquela direcção de Cultura pondera o estudo de soluções profundas de intervenção no monumento, que classifica como "delicadas", mas João Soalheiro, que dirige a entidade, disse ao PÚBLICO que sem deixar de lado as hipóteses em estudo, a DRC "está empenhada em abrir ao público o monumento nas exactas condições que o mesmo oferece, embora isso signifique a adopção de condicionalismos vários, a exemplo do que se passa em monumentos emblemáticos espalhados por urbes históricas da Europa."
A história da intervenção no arco não é nova, e em 2006 já dela se falava, inclusivamente com recurso a mecenas, solução encontrada para a recuperação do relógio que lá se encontra. Mais tarde, em Outubro de 2007, por ocasião da apresentação da recuperação do mecanismo do relógio, com a presença da então ministra Isabel Pires de Lima, também foi dito quão prioritária seria a recuperação de todo o conjunto, ainda que não tenha sido anunciada uma calendarização. Todavia, foi assumida a intenção da sua abertura ao público, eventualmente com recurso a uma plataforma elevatória que permitisse aos visitantes evitar uma penosa escalada pelos mais de 80 íngremes degraus.
Relógio acerta no domingo
Já uma solução final para o funcionamento do relógio deverá ser encontrada até ao final de Abril. João Soalheiro admitiu ao PÚBLICO que o seu mecanismo revelou-se "caprichoso, ao ponto de voltar a falhar a sua missão, reacção que surpreendeu os especialistas". Por isso, a DRC está em processo de consulta às pessoas e instituições envolvidas [Cultura e mecenas], no sentido de serem equacionadas respostas técnicas capazes de solucionar o problema.
Luís Cousinha, neto do fabricante do actual mecanismo, admitiu recentemente problemas de ajustamento dos pesos e também no acesso ao local onde está alojado, mas rejeitou responsabilidades. "[O relógio] andará certo desde que lhe seja dada corda e na madrugada de domingo será acertado pela hora de Verão", disse ontem ao PÚBLICO.
O Arco da Rua Augusta, na versão final segundo projecto de arquitectura de Veríssimo José da Costa, foi construído entre 1873 e 1875.»
Wednesday, March 17, 2010
Relógio do Arco da Rua Augusta
Uma situação alheia à manufactura e ao seu representante, que a Direcção Regional de Cultura de Lisboa e Vale do Tejo promete resolver rapidamente. A RTP passou recentemente mais uma peça sobre o assunto. Pode ser vista aqui.
Monday, March 1, 2010
Dia do Tempo no Maria Matos
Dia do Tempo, no próximo domingo, 7 de Março, no Teatro Maria Matos, em Lisboa. Das 11h00 às 20h00, entrada livre. De manhã, até às 13h00, especialmente dedicado às crianças e às famílias.Um programa multidisciplinar, que vai desde a exposição de relojoaria grossa até às noções elementares da Hora Legal e Calendário, passando pela Gestão ou a Psicologia do Tempo, a Slow Food, o Banco de Tempo, a Arte e a Arquitectura e o seu relacionamento com o Tempo.
Sunday, February 28, 2010
Thursday, February 25, 2010
Que se passa com o nosso Big Ben?
Faço-o porque me revolto quando o vejo e vejo como aqueles belos e pesados ponteiros estão constantemente desentendidos com o meridiano de Greenwich, ou simplesmente parados e a fazerem de conta, feitos bonecos de foto para turista acidental, duplamente espantado pelo estado lastimável em que o arco se mantém, década após década (estatuária a desfazer-se perigosamente, minúsculos “jardins suspensos”, etc.), e pelo desacerto crónico daquele relógio, indisfarçável sintoma de um povo.
Dupla revolta pois em 22 de Outubro de 2007 anunciaram-nos com pompa e circunstância, envolvendo até jantar de gala nos Jerónimos, o restauro daquela histórica máquina do tempo. Restauro feito com dinheiros de mecenas entusiasmados e provenientes da terra com que Welles, perdão, Harry Lime, tão injusto foi em «O Terceiro Homem», dizendo que os suíços em 500 anos de paz e democracia apenas haviam produzido o relógio de cuco. Houve direito a loas e à edição restrita de 32 (os anos que o arco demorou a ser construído) relógios comemorativos do mecenato, os “Reverso Squadra Augusta”, em ouro e com o Arco gravado. Os governantes exultaram e anunciaram: o mecenato seguiria por protocolo para a relojoaria grossa de Coimbra e Porto, pois então.
Contudo, passados que estão 2 anos e 4 meses sobre a dita “inauguração”, a constatação de facto é de que tudo não passou de um logro, já que o relógio nunca funcionou regularmente. Neste exacto momento os antigos mecenas já se arrependeram de ter dado e feito o que deram e fizeram por estes ingratos cá de baixo. Mas neste exacto momento, também, não devem faltar ideias e projectos para acesso e usufruto público do interior do arco, talvez até alguém se lembre de abrir um quiosque lá no alto com vista para o Tejo. Relógio? Coloque-se um mecanismo digital, (h)ora!
In Jornal de Notícias (24/2/2010)
Friday, February 12, 2010
Relógios públicos de Lisboa
A cidade e os seus marcadores colectivos de tempo, ao longo da História.Os poderes religioso, político, económico, científico e social no seu relacionamento com o Tempo.
Os Relógios e Lisboa como pano de fundo.
Quinta-feira, dia 25 de Fevereiro, às 18h00, no Espaço Sustentabilidade, da EDP, na Praça Marquês de Pombal.
Entrada livre.
Friday, January 15, 2010
Evento "Dia do Tempo"
«Caros Senhores,
O Teatro Municipal Maria Matos, para além da sua programação artística, promove também um programa regular de debates públicos sobre temas da actualidade cultural, política, científica e social.
Para o trimestre Janeiro – Abril de 2010, o tema escolhido é o Tempo. Para além de outras actividades associadas ao tema, vamos dedicar um dia sobre as mais diversas perspectivas acerca do tempo, e para isso, vamos convidar pessoas de todas as idades, profissões e áreas de conhecimento a partilhar connosco o seu saber e as suas experiências com o tempo. A ideia é que este dia funcione como uma troca de experiências e que decorra num ambiente descontraído. E para isso, o Teatro será transformado numa feira de saberes a decorrer, em simultâneo, nos vários espaços do Teatro desde a sala principal aos camarins.
Uma das ideias que pensamos que seria interessante partilhar com o público, nesse dia, era demonstrar como funciona um relógio mecânico. Neste sentido, gostaríamos de saber se conhecem alguém que estaria disponível para o fazer.
Adiantamos, desde já, que o evento está agendado para o dia 7 de Março (domingo) e que cada apresentação terá uma duração média de 30 minutos.
Aqui ficam alguns exemplos que fazem parte do programa para esse dia:
- Um pediatra explica quando e como surge a noção do tempo na criança
- Os diferentes tempos de maturação dos vinhos
- Um especialista fala sobre a gestão do tempo
- Um geólogo fala sobre o tempo geológico e as transformações da Terra
Desde já, agradecemos a atenção e aguardamos resposta, o mais breve possível.
Com os melhores cumprimentos,
Laura Lopes
Assistente de Programação
Teatro Maria Matos
Rua Bulhão Pato, 1B
1700-081 Lisboa
t: 218438800 / f: 218438809
www.teatromariamatos.pt | http://mmblogue.wordpress.com/
Resposta do IGESPAR:
Exmo. Senhor,O IGESPAR, I.P. e a empresa TORRES Distribuição conscientes da necessidade de protecção, valorização, e manutenção do relógio do Arco da Rua Augusta promoveram o seu restauro. As intervenções de conservação e restauro dos mecanismos do relógio consideraram-se da maior importância, não só pela excelência histórica do Arco da Rua Augusta, classificado como Monumento Nacional, como ainda pela localização e visibilidade que o relógio possui.
O dia 28 de Maio de 2007 marcou o início dos trabalhos de recuperação de um dos principais medidores de tempo que faz parte do património relojoeiro de torre português.148 dias depois – 3.552 horas; 21.3120 minutos –, o relógio voltou a fazer-se ouvir.
Com o Programa de Reestruturação da Administração Pública passaram as recém criadas Direcções Regionais de Cultura a prestar os esclarecimentos sobre os imóveis classificados ou em vias de classificação edificados na sua área geográfica. Neste caso específico o contacto deverá ser feito para a Direcção Regional de Cultura de Lisboa e Vale do Tejo, pelo que tomei a liberdade de reenviar o seu pedido.
Cordialmente
Maria Resende
Gabinete de Comunicação
IGESPAR, I.P.
Thursday, January 14, 2010

Dr. Gonçalo Couceiro
C.C. Sra. Ministra da Cultura
C.C. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Lisboa
C.C. Comissão das Comemorações do Centenário da República
Lisboa, 14 de Janeiro de 2010
Assunto: Projecto de reestruturação da sala do relógio da Rua Augusta
O Observatório soube que o relógio do arco da Rua Augusta e o espaço envolvente continuam a ser alvo de intervenções, depois de fracassada uma primeira e que tinha em vista o funcionamento fiável e perene do mecanismo do relógio.
Assim, solicitamos a V.Exa. a consulta ao projecto para o relógio e espaço envolvente.
Na expectativa, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos
Paulo Ferrero, José Carlos Mendes e Fernando Correia de Oliveira
Monday, January 11, 2010
A Escola Politécnica e o Tempo - comunicação dia 14

Foi casa jesuíta com o Noviciado da Cotovia (1619-1759), Colégio dos Nobres (1761-1837) e Academia Real de Marinha (1779-1837) quando os jesuítas foram expulsos do país, Escola Politécnica (1837-1911) e,finalmente, Faculdade de Ciências (1911-1986).
Hoje albergando o Museu de Ciência, é um edifício onde o Tempo sempre foi sujeito activo e importante, para a comunidade científica e estudantil que servia, para as comunidades alfacinhas que viviam ou trabalhavam na zona - um dos marcadores de tempo mais famosos no século XIX na capital foi o canhão ali instalado, que disparava ao meio-dia.
Esta e outras histórias relacionadas com a Escola Politécnica e o Tempo serão o tema da palestra a proferir por Fernando Correia de Oliveira, quinta-feira, dia 14, às 18h00, no anfiteatro Manuel Valadares daquele edifício. Entrada livre.
Thursday, December 31, 2009
Passagem do ano junto ao relógio da Estação do Rossio

Que espera a multidão
com este frio,
plantada ali defronte à estação
do Rossio?
Nada que justifique uma pneumonia...
Nada, afinal, para que assim se afoite:
- Espera apenas o fim de mais um dia,
quando o relógio marque a meia-noite.
Só há que o fim do dia por que espera
é, simultaneamente, o fim de um desengano
e o princípio de mais uma quimera
que, para muitos, vai durar um ano...
E a multidão - que vive o seu presente
em sonhos sem tom nem som -
está de nariz no ar, ansiosamente
à espera do Ano-Bom!
Espera, como quem espera
depois da fome, o pão;
depois do Inverno, a Primavera;
no tribunal - a salvação!
E quando, enfim, se cruzam os ponteiros
e a meia-noite soa,
o delírio electrisa os mais ordeiros
e sai fora de si o povo de Lisboa!...
O chinfrim ensurdece
e dir-se-ia que tudo se conhece,
tantos são
os abraços que se dão!
Soltam-se vivas, gargalhadas, gritos!
Bate-se em latas, tachos, caçarolas!
Tocam-se gaitas, sopram-se apitos
e dizem-se graçolas!...
Mas passada a vertigem de balburdia
da eterna farça da passagem do ano
- sobre a cidade em esturdia
cai o pano!
A vida, como sempre, continua
nem melhor nem pior: - tal qual o que era.
E a multidão dispersa, rua em rua,
mas... não desiste de ficar à espera!
Silva Tavares (1893-1964), in Calendário de Lisboa
Tuesday, December 29, 2009
2010

Há cerca de 2400 anos, o mestre daoista Zhuangzi (庄子, 370-301 a.C.) contava aos seus discípulos a seguinte parábola:
Certo homem vivia perturbado ao observar a própria sombra e as pegadas que deixava, que considerava grilhões à sua liberdade. Por isso, decidiu livrar-se delas. Começou a correr, mas sempre que colocava um pé no chão, lá aparecia uma nova pegada, enquanto a sombra o acompanhava sem a menor dificuldade, por maior que fosse a velocidade a que corria. Julgou que não estava a andar depressa o suficiente, pelo que aumentou a velocidade da corrida. Até que caiu por terra, morto.
O erro, concluiu Zhuangzi, foi o facto de ele não ter percebido que, se fosse para um lugar sombrio, a sua própria sombra desapareceria; e se tivesse ficado parado, as suas pegadas deixariam de aparecer.
Com votos de um 2010 à medida das suas expectativas, alguns dados que lhe poderão ser úteis:
ERAS CRONOLÓGICAS EM 2010*
ESTAÇÕES
ECLIPSES
Em 2010 há um eclipse anular e outro total do Sol, respectivamente a 15 de Janeiro e 11 de Julho, mas ambos os fenómenos não serão avistados de Portugal.
*Com base nos dados do Observatório Astronómico de Lisboa e do Calendário Celebração do Tempo 2010 (edições Paulinas)
Friday, December 25, 2009
Os 40 anos do quartzo no "Estação Cronográfica"
Wednesday, December 23, 2009
Ritmos
-- Os salpicões ficaram salgados.
A correcção apenas se poderá fazer no ano seguinte.
Cada semente que a mão lança à terra, cada árvore enxeertada, cada lagar de vinho, prendem o homem a um pelourinho de expiação,de doze meses. Desde que haja engano numa realização, só na próxima sementeira, época ou colheita se poderá retomar a liberdade, para de novo semear, enxertar e pisar -- e apagar da própria alembrança e da dos vizinhos o erro vital cometido.
Miguel Torga - Diário IV
Nesta época de tradicional regresso às origens, às raízes, só podemos desejar Boas Festas. Que cada um siga o seu ritmo, seja ele qual for. Com poucos erros, se possível. Tudo do melhor!
Monday, December 21, 2009
Thursday, December 10, 2009
Relojoeira luso-descendente dá cartas na Suíça




Wednesday, December 9, 2009
A colecção da Ajuda ou o Tempo dos Braganças
Um dos principais temas do especial Focus Relógios, que hoje sai para as bancas, é a saga de poder dos Braganças, iniciada em 1640 e terminada em 1910, analisada à luz dos medidores de tempo que os foram acompanhando.Aliás, uma das melhores colecções nacionais de relojoaria média, e que já foi da Família Real, encontra-se no Palácio da Ajuda, em Lisboa.
Estas e outras abordagens do Tempo e dos Relógios na maior edição de sempre deste título.


